segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Conto de Fadas ( ou o que as mulheres querem?)


Era uma vez uma bela princesa que vivia triste, muito triste, em uma torre.

O rei, seu pai, lhe proibia de sair, de trabalhar e de namorar. A bela princesa deveria esperar pacientemente pelo príncipe, metida num espartilho apertado, em sapatos desconfortáveis e falando bem baixo. Todos no reino acreditavam que ela não tinha capacidade de cuidar de si própria e que, por isso, deveria se casar. Ela então passava longas noites solitárias, lendo romances de cavalaria e sonhando o dia em que saberia mais que os homens, teria mais coisas que eles e poderia escolher quem amar, como eles faziam.

Um dia veio o príncipe.Ele disse que a amava, combinou o dote com o pai, tirou a princesa da torre e a levou para outra torre. Lá, ao invés de um espartilho, ela precisava usar filhos, e ao invés de romances de cavalaria, lia manuais de culinária. Ela disse que queria conhecer o mundo, mas lhe explicaram que os homens conheciam mais. Disse que queria ter suas coisas, mas lhe ensinaram que os homens trabalhavam melhor. E disse que talvez não amasse seu marido, mas lhe advertiram que isso era o homem que decidia e que ela parasse de querer as coisas ou levaria uma surra.

Mas um dia veio a revolução. Outras princesas de outros reinos derrubaram as torres, queimaram espartilhos, mandaram seus filhos para internatos e seus maridos para o tribunal. A bela princesa se viu fora da torre. Conheceu o mundo e provou que era mais conhecedora que os homens. Depois, trabalhou e ficou milionária, provando que era mais competente que os homens. Por fim, namorou quantos homens quis, provando que entendia mais de amor que os homens. Abdicou do termo princesa e passou a se chamar executiva. Mas com o tempo, descobriu que o mundo não eram assim tão interessante quanto ela supunha. Nem o trabalho era assim tão libertador quanto acreditava, tampouco os homens valiam tanto a pena quanto pareciam.

Então um dia a executiva decidiu se casar. Comprou um reino e construiu um arranha-céu. Escolheu um homem bonito que dizia amá-la, combinou o dote com os advogados, e o levou para casa. Mas o homem fugiu com a empregada, por que não suportava uma mulher que conhecia, trabalhava e amava mais que ele.A executiva não viu problema, podia encontrar outros! Só que os homens estavam cada vez mais ariscos e menos interessantes. Ela pôs próteses nos seios, subiu em sapatos desconfortáveis, enfiou-se em espartilhos decotados. Começou a ler livros de culinária para conquistá-los pela barriga. Ainda assim, ficava cada vez mais difícil achar um homem. O trabalho, seu vício, lhe impedia de ficar em casa, de descansar e de namorar. Passava longas noites solitárias, lendo romances do Sydney Sheldon e sonhando o dia em que encontraria um homem que soubesse mais que ela, que desse a ela coisas que ela não tinha e que escolhesse apenas ela para amar.

Era uma vez uma bela executiva que vivia triste, muito triste, em seu arranha-céu.

7 comentários:

  1. Quem lê até pensa que sua namorada não é feminista. hahhaha Brincandeira. ;)

    Sério agora, desse eu nao gostei tanto, achei mau, apesar de muito interessante para conversas sobre distorções feitas pelas feministas, bem como seus equívocos e ilusões.

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  2. Textos sobre o feminismo errado são legais; mas que soou "ah, já tenho namorada. Agora posso falar adoidado sobre as zilhões de pessoas que ficaram na torre, enquanto curto um piquenique aqui no jardim dos flamingos rosados" soou. E esse comentário ficou MUITO Bridget Jones na fase deprê, por isto será apagado em 78779 segundos. Hahahah.

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  3. sinto cheiro de revolta nos comentários. hahaha. pra ser honesta, eu ri alto do texto.

    equilíbrio é a resposta. abraço! o/
    [uau! você atualizou o link. que bonito]

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  4. Desculpa, não entendi. Passar bem.

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  5. Eu quase posso ler nesse texto as várias conversas (leia "broncas") que a gente tem sobre esse assunto... rs
    Tentarei não te dar mais trabalho com isso... ;)

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  6. Daí meu projeto de achar uma médica rica e idosa pra me casar.

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pode falar, eu não estou ouvindo